Gestão de cobrança: como reduzir a inadimplência

Uma das suas principais dúvidas está em como reduzir a inadimplência? Faz todo sentido, já que lidar com dívidas é sempre um desconforto. É mais que natural ficar em dúvida sobre qual postura tomar na hora de realizar cobranças. A inadimplência é uma questão delicada, exige empatia e objetividade dos profissionais para lidar com clientes que estão enfrentando dificuldades para fazer o pagamento conforme combinado. Não existe uma fórmula certa de como cobrar um cliente nessa situação. Há uma série de providências que ajudam a tratar esse tipo de ocorrência. Quer saber como evitar a inadimplência e não passar por essas situações? Tire um tempo para ler as dicas que separamos aqui para vocês:

 

 

1. FAÇA UMA ANÁLISE DE CRÉDITO CRITERIOSA PARA PREVENIR A INADIMPLÊNCIA

O intuito principal de uma análise de crédito não deve ser só conhecer a empresa-cliente. Mas levantar a maior quantidade de informações sobre sua atuação no mercado e como anda sua saúde financeira. A ideia é, em verdade, conhecer todo o potencial financeiro do cliente. Ou seja, saber se as suas atividades, rendimentos e posição econômica são compatíveis com o crédito solicitado.

Para isso, a análise de crédito é o ponto de partida. É o mecanismo utilizado para avaliar os riscos na concessão creditícia de forma detalhada e segura.

Sendo assim, adote medidas como:

  • faça uma consulta do perfil financeiro da empresa que solicita o crédito. Procure por pendências de pagamentos com outras companhias e instituições financeiras;
  • vá em busca de possíveis protestos, restrições financeiras, ou quaisquer outros indicativos de que essa empresa teve, tem ou poderá ter problemas financeiros.

A partir de uma análise criteriosa, você poderá avaliar as condições da organização que solicita o crédito. Uma boa forma é classificá-las a partir do Cs do crédito e entender qual o tamanho do risco de faltar com os pagamentos à sua empresa.

A análise de crédito permitirá que você restrinja ou dificulte a concessão de crédito àquelas companhias que apresentam um alto risco. Esse processo deve ser feito durante todo o período em que vocês manterem contrato, visto que a situação da solicitante pode mudar.

2. VALORIZE OS BONS PAGADORES

Existe uma maneira bastante eficiente de evitar a inadimplência e que atua no inconsciente do devedor. Estamos falando da valorização e do bom relacionamento com o cliente.

Quando a sua empresa tem uma política de valorização dos bons pagadores, estabelece uma relação de proximidade e parceria com eles. Cria-se um vínculo maior e que ambas as partes vão querer manter.

Assim, é muito menos provável que um cliente se torne inadimplente de forma deliberada. Ele respeita a sua empresa, se sente valorizado por ela e, por isso, fará o possível para manter o bom relacionamento.

Dessa forma, é essencial que você determine uma política de concessão de crédito que valorize os clientes que honram seus débitos e contribuem para o sucesso do negócio. Também é primordial aplicar limites e mais restrições de créditos àqueles que não estão cumprindo com seus contratos.

Por exemplo, a quem faz os pagamentos antecipados ou em dia, você poderá oferecer descontos e parcelas mais flexíveis. Poderá dilatar prazos de pagamento, em caso de necessidade urgente, poderá exigir menos garantias e comprovações para as liberações, etc.

Isso, inconscientemente, ajuda a incentivar que seus devedores se esforcem para pagar com antecedência a fim de conseguir descontos maiores, de modo que sua empresa ganha garantindo uma taxa de inadimplência baixa.

3. TENHA O CONTROLE DOS SEUS DEVEDORES

As empresas asseguram um melhor ressarcimento das dívidas quando se preocupam em ter um “manual de cobrança”. Assim sabem como agir frente aos casos de inadimplência.

É necessário agir de imediato no momento em que a empresa se tornar inadimplente. O primeiro passo é procurar saber o motivo do atraso no pagamento e tentar renegociar esta dívida.

Uma política de negociação sistematizada e ativa pode aumentar significativamente as taxas de retorno de crédito e ajudar o cliente a encontrar a melhor saída para a situação de insolvência.

Para isso, o recomendado, inicialmente, é investir em uma política baseada no diálogo, sendo flexível nas negociações tanto quanto possível. Tenha em mente diferentes propostas e as apresente ao cliente de forma amigável e respeitosa. O diálogo tem mais probabilidade de sucesso do que adotar, diretamente, métodos invasivos e constrangedores, como as ações judiciais.

Outro ponto que você pode trabalhar é no estabelecimento de limites para as negociações. Sabemos que é importante receber do cliente, mas isso não significa que você terá que sacrificar o crédito para conseguir. Então, seja estratégico e analise a viabilidade financeira do cliente, e também a da sua própria empresa. Assim conseguirá chegar a uma margem máxima que pode atingir durante as negociações, como descontos e dilação de prazos.

Contudo, caso o plano negociado não seja cumprido ou não se chegue a um acordo interessante para nenhuma das partes, é preciso tomar medidas mais drásticas. A via judicial é mais lenta, onerosa e desgastante. Porém é a saída mais recomendada para se reaver valores em atraso, por meio de ações judiciais específicas.

4. AUTOMATIZE SEUS PROCESSOS PARA REDUZIR A INADIMPLÊNCIA

Que a análise de crédito antes do fechamento do negócio é importante, isso nós já sabemos. Porém, fazer essa análise e, ao mesmo tempo, manter um controle dos seus devedores por meio de processos manuais pode ser um grande atraso para a sua empresa.

Invista na automatização dos seus processos por meio de softwares que analisam o perfil das empresas solicitantes em tempo real e dão maiores garantias de que aquele contrato será cumprido.

Esses softwares trarão mais agilidade e fluidez para os processos de concessão creditícia da sua empresa. Além de garantir mais estabilidade financeira, a partir do fornecimento de dados precisos e confiáveis para embasar as decisões.

Os impactos de uma taxa de inadimplência elevada em uma economia já fragilizada podem ser potencialmente prejudiciais, comprometendo as atividades do comerciante e da indústria. Por isso, em um momento tão delicado como esse, é preciso estar atento na hora de conceder crédito, para garantir que sua empresa não sofra com maus pagadores.

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